A era da conexão e da necessidade de estar conectado
Nesse final de semana me deparei com uma situação bem estranha, eu e minha família saímos para acampar em uma cidade chamada Iguape, que fique no Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo. Se tratava de uma festa do padroeiro da cidade, e nesse período as pessoa costumam acampar, fazer trilhas e coisas do tipo. Estava tudo muito lindo, muita gente diferente, artesanatos, músicas, paisagens maravilhosas, cavalos, etc. Eu como sempre muito animada, não via a hora de começar a andar, aproveitar a natureza, e esquecer um pouco da correria do trabalho, quando, infelizmente, vi que algumas das pessoas que me acompanhavam estavam mais preocupadas em como iria carregar o celular, ficavam desesperadas por não conseguirem uma conexão com a internet.
Perguntei então para a pessoa em questão "Não sei como você está mais preocupada com seu WhatsApp do que em aproveitar o passeio", e recebi a resposta "Não sei como você não está preocupada em ficar sem internet". Até que ponto chegamos? Qual foi a última vez que você teve uma conversa cara a cara sem interrupções por notificações? Quando foi que você saiu com seus amigos sem estar preocupado na legenda que você vai colocar na selfie em grupo?
Não estou mandando você jogar seu celular no lixo, nem te obrigando a parar de usar algo que você goste, mas usar para passar o tempo é uma coisa, o vicio, já é outra bem diferente.
"Ah Isabella, você não pode falar nada, também usa", sim, eu uso, e você não está errado, eu tenho meu celular, com vários aplicativos, tenho redes sociais, tiro selfies para postar no Instagram, mas em nenhum momento troquei uma boa conversa por uma tela touch-screen. A questão é, as pessoas dizem "não entrem no mundo das drogas, é um vicio sem fim", então os novos smartphones são drogas lícitas? Acho que tem mais viciados em Facebook e WhatsApp do que em maconha e crack.
Sim a internet tem milhares de atributos, é um ótimo lugar para se passar o tempo, sim, passar o tempo, e não tomar seu tempo. Devemos repensar sobre a tal necessidade de se estar compartilhando tudo a todo momento, de ver o mundo pela tela do celular, e não pelo seus próprios olhos. Tudo tem seu limite, e qualquer coisa em excesso é ruim.
Fica a dica para aqueles que passam horas e horas na frente da tela atoa, use, mas sempre com moderação.
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